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Alunos do curso de Ciências Biológicas visitam a EPAMIG em Maria da Fé e descobrem a riqueza dos cultivos regionais de oliveiras


13 de abril de 2018
 

 
No dia 23 de março de 2018, os alunos realizaram uma visita técnica a Fazenda Experimental de Maria da Fé (FEMF) que pertence a Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG) na cidade.

A EPAMIG atua para fortalecer a agricultura e pecuária em Minas Gerias e desenvolve projetos que valorizam espécies regionais em alternativa as práticas agrícolas tradicionais. A EPAMIG possui laboratórios de análise e emite laudos de análise de amostras de solo, foliares, fisiopatológicas de sementes e frutos, análises enoquímicas e de água, que subsidiam a tomada de decisões e o planejamento das atividades produtivas na agropecuária e na agroindústria, em Maria da Fé, a fazenda investe na pesquisa e no cultivo de frutas vermelhas, pêssego e oliveiras para extração do azeite.  A olivicultura tem provocado uma mudança na economia da cidade, movimentando os setores cosméticos, alimentícios e artesanais.

Durante a visita os alunos puderam assistir a palestras; em uma delas, o pesquisador Prof. Adelcio Francisco de Oliveira contou: “em 1955 começaram os trabalhos na fazenda experimental de Maria da Fé, já foram publicados 80 artigos científicos com dados de pesquisas locais, em 2008 foi realizada na fazenda a 1º extração do azeite com as olivas da região, neste ano estima-se que sejam produzidos 80 mil litros de azeite gerando uma renda de 12 a 14 milhões de reais. Uma enorme área do terreno da cidade de Maria da Fé está apta a produção de azeitona, não se pode fazer crescimento econômico sem pensar no aspecto socioambiental que seria favorecido pelo cultivo de azeitona ao inés do cultivo antes dominante na cidade, o de batatas”.

Segundo a profa. Laiz Furlan Balioni que acompanhou o grupo na visita: “A região da Mantiqueira é riquíssima em água e a agricultura deve ser planejada já que resíduos e agrotóxicos podem contaminar os reservatórios. A cultura de oliveiras é favorável ao microclima regional e o cultivo tem a característica positiva da longevidade, já que plantas de 60 anos ou mais continuam frutificando. Em um hectare, é possível produzir azeitonas suficientes para a extração de 1.000 litros de azeite.”

A prefeita da cidade Maria da Fé, Sra. Patrícia Santos de Almeida Bernardo comentou: “Em 1990 houve a crise da batata na cidade e os pesquisadores da EPAMIG lançaram a ideia das oliveiras, uma agricultura que deu certo. Estamos comemorando os 10 anos da extração do azeite e neste ano será realizada a primeira colheita das árvores da praça da cidade. ”

Os pesquisadores contam que há mais de 150 espécies de oliveiras no Banco de Germoplasma na fazenda experimental que chegaram ao campo. Os pesquisadores desenvolveram novas tecnologias de propagação e manejo da oliveira, favorecendo, um crescimento médio de 20% ao ano na área plantada. Segundo a EPAMIG, a cultura já ocupa 800 hectares. Os alunos puderam conhecer de perto a fazenda e atentar para a responsabilidade sócio ambiental necessária aos cultivos agroindustriais, é preciso sim produzir alimento e gerar renda, porém o planeta necessita que isto seja feito de forma sustentável.
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